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É sabido que a boa interpretação de uma teoria está condicionada a proximidade cultural entre autor e usuário. Tempo houve na Matemática em que seu ensino dispensava a eqüipolência entre seus textos e o cotidiano do aprendiz, resultando, quase sempre, em um fracasso educacional resumido em alunos desmotivados e professores frustrados. Esse tipo de ensino, alicerçado nos currículos retrógrados impostos por burocratas, engessou a criatividade do professor e arruinou as Exatas. Perdemos alunos para as outras áreas do conhecimento que, provavelmente, fizeram-se mais competentes em persuadi-los para seus quadros profissionais. Vivemos hoje em um mundo multidisciplinar, e a Matemática nunca esteve tão presente num dia-a-dia em que espirais, catenárias, hélices cilíndricas, ciclóides, cardióides, pentágonos, hexágonos etc, que sintetizam a natureza, constituem a matéria-prima transformada em produtos e idéias pelos profissionais das Exatas. |
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Entender o porquê do formato do ovo, da carapaça da tartaruga ou da casa do João-de-barro permite projetar com inteligência, por exemplo, iogurtes, capacetes, bombons, recipientes tipo spray e garrafas de vinho. E a geometria do corte transversal de uma carambola ou de um mamão teriam algo a ver com a forma da estrela-do-mar? São perguntas carentes de respostas que desvendam leis da natureza e que são transformadas em aplicações úteis. Não seria interessante que a Matemática servisse ao projeto de camisas, sapatos, jóias, ração de custo mínimo, absorventes eficientes, remédios, aerodinâmica de carros?... |
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Todos
esses são elementos que, para serem finalizados com inteligência,
carecem de funções, limites, logaritmos, derivadas, integrais, matrizes,
vetores, trigonometria, desvio padrão... Todos podem aprender Matemática. |
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